Novo filme

O novo trailer de Killing Then Softly (O Homem da Máfia) apresenta nada mais nada menos que Johnny Cash em sua trilha sonora! O longa, que será estrelado por Brad Pitt e Ray Liotta, tem estreia prevista para 15 de novembro.

O filme, que concorreu à Palma de Ouro em Cannes este ano, é inspirado no livro Cogan’s Trade, de George V. Higgins. A produção conta a história do investigador Jackie Cogan (Brad Pitt), que é encarregado de caçar os bandidos que assaltaram criminosos protegidos pela máfia durante um jogo de pôquer.

A música em questão é “The Man Comes Around”, que faz parte do álbum American IV, lançado em 2002. A canção, na verdade, foi escrita alguns anos antes. Trata-se de uma das últimas músicas que Cash escreveu em sua vida. O próprio Man in Black disse, em sua autobiografia, que essa foi uma das canções mais importantes de sua carreira – já que essa seria a última chance de lançar um trabalho autoral para o público. A maior influência para Cash escrever essa música foi sua religiosidade. A letra faz diversas referências bíblicas, sobretudo do livro Apocalipse.

E já que estamos falando de trilha sonoras, sempre é bom lembrar que “The Man Comes Around” já fez parte do filme Madrugada dos Mortos (2004), além de diversas séries de TV. Recentemente, um remix da canção entrou no trailer de Abraham Lincoln: Vampire Hunter. 

Confira o trailer de Killing Then Softly!

Meu pai e o Homem de Preto

Para o cineasta canadense Jonathan Holiff, a figura de Johnny Cash representou, durante muitos anos, uma espécie de vilão. Afinal, ele era o culpado por seu pai nunca estar em casa. Não entendeu a ligação? É que Saul Holiff, pai de Jonathan, foi empresário do Homem de Preto por mais de uma década.

Por outro lado, quando criança, o garotinho enxergava Johnny como um verdadeiro super herói. “Todo vestido de preto, tão alto quanto uma árvore de carvalho e com uma voz tão profunda como o oceano. Eu pensei que se eu virasse as costas para ele, ele iria vestir uma capa e voar como o Superman”, conta Jonathan.

Com o passar dos anos, o cineasta foi entendendo melhor a relação do pai ausente com o atro da música americana. O resultado é o documentário “My Father and the Man in Black”, que estreia nessa sexta-feira no festival de cinema e música Toronto’s North by Northeast.

A ideia do filme nasceu após a morte do pai, em 2005. Nessa época, ele descobriu que o empresário de Cash mantinha em casa um armário cheio de materiais importantes: mais de 600 cartas que trocou com o músico, além de gravações telefônicas. Foi só aí que Jonathan entendeu a real importância que o pai teve na carreira de Johnny Cash.

Saul foi um dos responsáveis por Cash ter gravado os antológicos ábuns Johnny Cash at Folsom Prison e Johnny Cash at San Quentin. Além disso, o empresário ajudou Cash na recuperação de seu vício. Ele foi também uma espécie de cúpido, fazendo de tudo para aproximá-lo de June Carter – quando ainda não eram casados.

O reconhecimento de Cash veio em sua autobiografia, escrita em 1997: “(Saul) é responsável pelos momentos mais importantes na minha carreira, e eu devo muito a ele”. Mas a relação dos dois não foi nada fácil. Sua união de 15 anos de trabalho foi repleta de desentendimentos e quase-divórcios, até que Saul o abandonou de vez em 1973. Inclusive, esse é o ponto alto do filme de Jonathan.

“O filme trará informações que mudarão a história como conhecemos”. Pelo menos é o que garante o site oficial do evento. O lado triste para nós brasileiros é que, a menos que o documentário ganhe muitos prêmios, nunca o veremos por aqui. O jeito é esperar e torcer.

Trailer oficial

Trilha Sonora

As músicas de Johnny Cash estão sempre em filmes, séries e, até mesmo, em games. Por isso, resolvi fazer uma série de posts destacando os melhores títulos de cada “segmento”, começando hoje pelos longa-metragens que possuem canções do Man in Black em suas trilhas sonoras.

Madrugada dos Mortos | “The Man Comes Around”

Nos créditos iniciais, enquanto o mundo sucumbe aos zumbis que começam uma matança desenfreada, ouvimos Johnny Cash cantar sobre o Apocalypse, mencionando que nem todos serão salvos e que é tarde demais para se arrepender.

Kill Bill, Vol. 2 | “A Satisfied Mind”

Bud, o irmão de Bill, está sentado tranquilamente em seu trailer e ouvindo “A Satisfied Mind”, de Johnny Cash. Até que chega a Noiva, sedenta por vingança. A letra diz: “De repente, aconteceu, eu perdi todo o dinheiro, mas eu sou muito mais rico com uma mente satisfeita. Dinheiro não pode comprar de volta sua juventude quando você está velho ou um amigo quando você está só, ou um amor que se acabou.”

As Loucuras de Dick e Jane | “Why Me Lord?”

Com certeza esse é o filme mais inusitado da lista. Afinal, estamos falando de Jim Carey e seu humor escrachado. Porém, a canção escolhida dá o tom exato do questionamento e desespero dos protagonistas, que passam por uma crise financeira terrível. A letra encaixa perfeitamente na cena!

Histórias Cruzadas | “Jackson”

O longa, lançado no ano passado, se passa na cidade de Jackson, nos EUA dos anos 60. Ou seja, não tinha como fugir de Johnny e June! Um filme que fala de racismo, amizade e sonhos. Tudo isso com uma boa dose de humor.

Além desses filmes, ainda podemos destacar O Voo da Fênix (“I’ve Been Everywhere”), O Besouro Verde (“I Hung My Head”), O Solteirão (“Solitary Man”) e Silent Hill (“Ring of Fire”). E você, conhece mais algum longa que tenha Johnny Cash na trilha?

Um filme para June

O canal americano Lifetime anunciou a produção de “The June Carter Cash Story”, um telefilme sobre a vida de June Carter. A cantora Jewel foi a escolhida para viver o grande amor de Johnny Cash. Já o Homem de Preto será interpretado por Matt Ross (foto), famoso pelas séries “CSI”, “Bones”, “Big Love” e “The American Horror Story”.

O projeto é baseado no livro de memórias de John Carter Cash,  filho de Johnny e June. O roteiro da adaptação será escrito por Richard Friedenberg e a direção ficou a cargo de Allison Anders.

A produção mostrará o relacionamento da cantora com Cash, mas também abordará outras etapas de sua vida, como a infância na Virgínia e toda sua trajetória musical. As filmagens de “The June Carter Cash Story” começam no verão americano em Atlanta e a estreia deve acontecer ainda este ano na TV.

Como se trata de uma emissora americana, a chance de lançarem o filme no Brasil é zero. Infelizmente.

Luz, câmera… Ação!

Você sabia que Johnny Cash também era ator?

Um de seus maiores sucessos foi A Gunfight, lançado em 1971. Johnny contracena com o grande Kirk Douglas, um dos maiores atores da história do cinema. Além de atuar, Cash assina a trilha sonora do longa.

Trata-se de um bom e velho western, onde Will Tenneray (Kirk) e Abe Cross (Cash), dois pistoleiros veteranos do Novo México, têm a ideia de forjar um duelo até a morte, cobrando ingressos do público. Assim, no final, a dupla dividiria a grana arrecadada. O problema é que a ambição fala mais alto e Tenneray acaba percebendo que, se o outro morrer de verdade, todo o dinheiro seria dele.

Curiosidade: Um trecho do longa foi incluído no premiado clipe de “Hurt”. O Homem de Preto aparece dizendo: “You stay the hell away from me, ya hear?”.

Confira, abaixo, a abertura de A Gunfight:


Fã-clube

Precisamos reconhecer, Johnny Cash não é popular no Brasil. Sendo assim, não são tantos os fãs do cantor aqui no país do samba. Tanto que, ao que tudo indica, não existe nenhum fã-clube de Cash no Brasil.

Além disso, os fãs do Homem de Preto ainda sofrem um bocado para conseguir materiais oficiais do ídolo. E isso inclui álbuns, shows, entrevistas, documentários e biografias. Não há quase nada disponível no mercado nacional.

Mas, apesar de tudo isso, encontramos no orkut uma comunidade em homenagem a Johnny Cash com mais de 20 mil membros! Em Johnny Cash – Brasil, há links para download de músicas, informações e notícias sobre o Homem de Preto e os mais variados debates e discussões sobre o cantor norte-americano.

Como não podia ser diferente, o Senhor Cash resolveu entrevistar Wotson de Assis, de apenas 22 anos, que é o atual dono da comunidade. Confira!

Como você se tornou fã de Johnny Cash?

Em 2005, eu vi uma reportagem numa revista sobre o filme Johnny & June e fiquei com aquilo em mente. Mesmo assim, nunca me importei em ouvir as musicas de Cash. Porém, sempre que o via na televisão ficava impressionado. Então, em 2008, eu procurei saber mais dele. Pesquisei muito, baixei as musicas e procurei entender as letras para saber o que Cash queria transmitir nelas. Fui atrás também de alguns materiais e biografias. Pra mim fã é isso, é buscar saber sobre seu artista favorito, escutá-lo todo dia e ter a certeza que isso é o que você quer ouvir pro resto da sua vida.

De onde surgiu a ideia da comunidade?

Sou dono da comunidade há pouco mais de 4 meses. O antigo proprietário a cedeu pra mim, pois ele não era muito presente. Antes disso, eu sempre tentava mante-la “viva” postando, fazendo enquetes e perguntas. Foi aí que mudei a descrição da comunidade e assumi o comando. Uma coisa que sempre faço é mudar a foto – raras por sinal – da comunidade.

Na sua opinião, por quê não há quase nenhum material sobre Johnny Cash em português?

Cara, o recente estouro do Cash foi quando Johnny & June estreou nos cinemas e logo em seguida o álbum American V: Hundred Highways atingiu o topo da Billboard. O mundo vivia a febre do Johnny Cash novamente, a chamada Cashmania. O Brasil também estava incluso nisso, mas acontece que os brasileiros não gostavam de verdade do Cash. Era mais uma “modinha” de época. Por isso e outas questões o acervo em português do Cash é fraco. Recentemente, postei na comunidade uma notícia de que uma editora (Leya) vai traduzir sua autobiografia, o que já vai ajudar muito!

Onde você consegue boas informações sobre Cash?

Internet é a chave. Agora você tem que saber onde pesquisar. Entro muito em sites americanos e também mantenho contato com a familia e amigos do Cash,
pela internet, como sua filha Kathy Cash por exemplo. Assim, acabo ficando por dentro das últimas notícias.